Cuidados com procurações de plenos poderes

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Quando uma pessoa precisa passar uma procuração, geralmente acaba achando mais fácil optar por uma de plenos poderes. No entanto, isso acaba configurando diversos riscos para o outorgante da procuração (pessoa que cede os poderes de representação). Isso porque ela é mais genérica e dá mais autonomia para o outorgado (quem recebe os poderes).
O ponto é que, muitas vezes essa não é a decisão mais acertada. Como o próprio nome diz, esse tipo de procuração dará plenos poderes a quem tiver sua posse – excluindo poucas atividades que não são permitidas por procuração, como o voto. Esse tipo de documentação é bastante utilizada por pessoas que moram no exterior, assim não é necessário retornar ao consulado a cada tipo de operação necessária. O grande problema é: tudo depende da confiança entre as partes e nem sempre isso prevalece.

Em quais casos devo ceder uma procuração de plenos poderes?

Não é porque possui seus riscos que uma procuração de plenos poderes não deve ser cedida a alguém. Existem casos em que esse é o melhor documento. Por exemplo, para pacientes com doenças degenerativas ou muito graves, em alguns estágios, o mais adequado é dar plenos poderes a alguém, assim o paciente terá mais tempo para dedicar-se a sua saúde. Pois assim, essa pessoa (que deve ser extrema confiança) irá gerir suas contas bancárias, administrar bens, representações legais, retirar medicamentos e outras atividades.
Uma procuração de plenos poderes também pode ser outorgada quando, ainda que não seja por motivo de doença, o outorgante se encontre impossibilitado de exercer sua vontade por determinado período, por razão de alguma viagem longa ao exterior, por exemplo. Ou ainda quando o outorgante é pessoa muito ocupada e que possui vários negócios e não tem disponibilidade de tempo para atuar em todas as situações da sua vida.

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